Núm. 19 (2026): REVISITANDO EL CICLO DICTATORIAL LATINOAMERICANO MEDIO SIGLO DESPUÉS
Artículos

Vivienda y planeamiento urbano en la dictadura militar en Brasil. Entre el modelo empresarial estatal y las consultarías privadas

Eulalia P. Negrelos Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo (Brasil).
Portada Núm. 19 (2026): REVISITANDO EL CICLO DICTATORIAL LATINOAMERICANO MEDIO SIGLO DESPUÉS

Publicado abril 2026

Palabras clave

  • Dictadura militar,
  • Brasil,
  • Vivienda,
  • Planeación,
  • Desarrollismo

Cómo citar

Portela Negrelos, E. (2026). Vivienda y planeamiento urbano en la dictadura militar en Brasil. Entre el modelo empresarial estatal y las consultarías privadas. AHILA Estudios, 19, 16-39. https://doi.org/10.66740/ahilaest.n19.02

Resumen

La dictadura militar (1964-1985), ampliamente apoyada por segmentos sociales y empresariales, amplió la posición de Brasil en el cuadro de la acumulación internacional e, internamente, dio riendas a las corporaciones, destacadas la cadena de la construcción civil y las consultorías privadas. Se propone contribuir para la comprensión de las relaciones entre el sector privado y el Estado en ese periodo, con la presencia militar en la burocracia, ejerciendo el desarrollismo autoritario, prácticas predatorias de ocupación territorial, altas tasas de crecimiento y elevación de los índices de pobreza en las grandes ciudades. La política urbana-habitacional tiene características singulares, bajo el modelo centralizado de promoción de vivienda por empresas estatales autárquicas en el sistema de acceso público a la vivienda popular, con operadores privados para las clases medias. La producción habitacional es masiva frente al déficit acumulado, promoviendo elevados índices de segregación socioespacial, implantando conjuntos de vivienda en periferias pobres y promoviendo el crecimiento de los asentamientos informales. En la planeación urbana, se centralizan las decisiones de financiación del planeamiento urbano, privilegiadamente por empresas privadas de consultoría, principalmente en polos urbanos industriales, indicando las contradicciones del régimen al desconectar la promoción de vivienda como mercancía de la elaboración de planes urbanos municipales como control normativo del territorio.

The military dictatorship (1964-1985), widely supported by social and business segments, broadened Brazil's position in the framework of international accumulation and, internally, gave reins to corporations, especially the civil construction chain and private consultancies. It is proposed to contribute to the understanding of the relations between the private sector and the State in this period, with the military presence in the bureaucracy, exercising authoritarian developmentalism, predatory practices of territorial occupation, high growth rates and increased poverty rates in large cities. The urban-housing policy has unique characteristics, under the centralized model of housing promotion by autarkic state-owned enterprises in the system of public access to popular housing, with private operators for the middle classes. Housing production is massive in the face of the accumulated deficit, promoting high rates of socio-spatial segregation, implanting housing complexes in poor peripheries and promoting the growth of informal settlements. In the planning sector, urban planning financing decisions are centralized, preferably by private consulting companies, mainly in urban industrial centers, indicating the contradictions of the regime by disconnecting the promotion of housing as a commodity from the elaboration of municipal urban plans as regulatory control of the territory. 

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